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22 de agosto de 2011

Guia de Raças: Pastor de Beauce

Descendente dos “cães de planíce” que antigamente vigiavam os rebanhos da Bacia pariense. Entre eles, os pêlo curto foram denominados, no final do século XX, de Beaucerons. Os de pêlo longo se denominaram os Briards. E. Boulet (mais conhecido pelos seus Grifos do mesmo nome), instigador da raça, participou é criação de um Clube francês do Cão de pastor em 1896. Em 1911, nasceu o Clube dos Amigos do Beauceron. Devido a suas marcas fogo nas extremidades dos membros, o Beuceron foi qualificado de “Bas Rouge” (Meias Vermelhas). A seleção do Beauceron hesitou muito tempo entre o trabalho com rebanho, as exposições, os concursos de guarda e de defesa. Todavia, mantiveram-se sobretudo fieis ao tipo condutor de rebanho. Muito difundido na França, mas praticamente desconhecido no estrangeiro, exeto na Bélgica.

GuiaPaís de Origem: França.

Cabeça: Longa (2/5º do tamanho), modelada. Crânio chato. Stop pouco pronunciado. Cana nasal ligeiramente convexo. Focinho nem estreito nem potiagudo.

Olhos: Redondos, escuros, com uma expressão franca.

Orelhas: De inserção alta. Naturalmente pendentes, não coladas, mas chatas e curtas. Se forem cortada, são portadas eretas.

Corpo: Sólido, poderoso, de construção geral sólida e musculoso sem ser pesado. Pescoço musculoso. Peito largo, alto e profundo. Dorso reto. Lombo largo. Garupa pouco inclinada.

Membros: Pernas portadas ligeiramente para trás. Patas ovais, compactas. Ergots duplos nos membros posteriores, situados no interior, junto da pata. Patas fortes e redondas.

Cauda: Inteira, portada baixa, ligeiramente guarnecida de pêlos, descendo até a ponta do jarrete, sem desviar, formando um ligeiro gancho em forma de J.

Pêlo: Raso na cabeça, forte, grosso, assentado (3 – 4 cm de comprimento) no corpo. As coxas e a parte inferior ligeiramente franjado. Subpêlo muito curto, fino, denso e penugento, de preferência cinza rato.

Pelagem: Preta e fogo (bicolor), luvas vermelhas (o mais freqüente). Cor preta muito carregada. Fogo: canela. Marcas fogo: nas pastilhas por cima dos olhos, de ambos os lados do focinho, garganta, na parte inferior da cauda; nos membros fogo descendo até as patas e os antebraços (gênero de “meias” a que se deve o nome de Bas Rouge (“Meias Vermelhas”). Arlequim: cinza, preto, e fogo (tricolor), cinza e preto distribuídos em partes equivalentes, em manchas e com as mesmas marcas fogo clássicas).

Tamanho: Macho: de 65 a 70 cm. Fêmea: de 61 a 68 cm

Peso: De 30 a 40 kg.

Temperamento, aptidões, educação: Fiel, corajoso, rápido, resistente, vigilante com uma presença dissuasiva  surpreendente. Incorruptível e desconfiado com estranhos. Fiel a seu dono, mando com as crianças, só consegue ser fiel no meio de uma família. É preciso saber que ele se mostra dominador perante outro macho. Seu faro de grande desempenho é utilizado desde a pistagem até a busca de trufas. É um obediente atrevido, isto é um cão com comportamento direto, dinâmico, corajoso no trabalho e ao mesmo tempo manejável e obediente.

Conselhos: Esse “gentilhomme campagnard” (Nobre camponês) rústico precisa de espaço e de exercício. Não pode viver em apartamentos. Não o prender. Não pode ficar fechado. Precisa de uma educação estrita, de uma atividade para despender sua energia. Sue maturidade é tardia. Duas a três escovações semanais chegam. Cortar regulamente os ergots.

Utilização: Pastoreio de rebanho (ovinos e bovinos), cão de defesa, de guarda, exército, resgate, farejador... e companhia.

Preço médio: Em média R$ 1.500

Fonte: Livro: Enciclopédia do Cão (Royal Canin). Pagina 28.

19 de agosto de 2011

Guia de Raças: Labrador

Originário do Canadá, seria descendente do cão de Saint Jones que vivia na ilha de Terra-Nova no século XXIII. A raça foi definitivamente fixada no início do século XX na Inglaterra para onde ele teria sido importado após cruzamentos, principalmente com o Pointer. Introduzido na França desde 1896, 1911 foi fundado o Retriever Club de France. Os mais difundidos dos Retrievers deve, sua popularidade ao seu caráter excepcionalmente equilibrado e é o que explica que ele tenha se tornado, antes de tudo, um animal de companhia. Excepcional guia de cegos.

Guia

País de Origem: Grã-Bretanha.

Cabeça: Larga e redonda. Crânio largo. Stop marcado. Maxilares potentes. Nariz largo.

Olhos: De dimensão média, cor de castanha ou avelã.

Orelhas: Fixadas para trás, nem grandes, nem pesadas, tombadas.

Corpo: Potente. Formas do corpo arredondadas. Pescoço potente, limpo. Peito largo, bem rebaixado com costelas arqueadas em semicírculo. Lombo curto, largo e potente.

Membros: Musculosos, boa ossatura. Patas redondas, compactas.

Cauda: Muito grossa ao nascer, ela se afina progressivamente em direção á extremidade. De comprimento médio, sem franjas mas recorbeta totalmente por um pêlo curto espesso, denso, que produz um aspecto de arredondamento descrito pela expressão “cauda de lontra”. Pode ser mantida em elegância mas não deve se recurvar sobre as costas.

Pêlo: Curto e denso, sem ondulação, nem franjas. Subpêlo resistente ás intempéries.

Pelagem: Inteiramente preta, amarela ou castanha (fígado-chocolate). O amarelo vai do creme claro ao ruivo (da raposa). Uma pequena mancha branca é admitida no peito.

Tamanho: Macho: De 56 a 57 cm. Fêmea: De 54  a 56 cm.

Peso: De 25 a 30 kg.

Temperamento, aptidões, educação: Muito ativo, ágil, seguro de si mesmo, teimoso, esse cão é dotado de um faro excepcional (“Pointer dos Retrievers”!), nada muito bem e é o rei dos Retrievers. Ele sabe recolher toda a caça tanto sobre a terra quanto na água. Possuindo uma memória visual muito grande, ele tem a capacidade de memorizar o ponto de queda de vários pássaros. É um rastreador tenaz e bom farejador de sangue da caça ferida. Muito equilibrado, nunca agressivo, o seu bom caráter o torna um agradável cão de companhia. Sua educação exige firmeza e suavidade.

Conselhos: Ele não suporta a solidão. Precisa de muitos exercícios para manter o seu entusiasmo sob controle. Escovar duas ou três vezes por semana. No período de mudança de pêlo escovar com almofaça.

Utilização: Cão de caça. Cão de utilidade: cão de assistência (guia de cegos), farejador de drogas. Cão de companhia.

Preço médio: R$ 400,00 á R$ 1.500,00

Fonte: Livro: Enciclopédia do Cão (Royal Canin). Pagina 289.

16 de agosto de 2011

Guia de Raças: Fila Brasileiro

Os conquistadores espanhóis e portugueses, desembarcando no Brasil no século XVII, trouxeram Dogues, Mastiffs e cães de Saint-Hubert. Os mesmos foram cruzados com cães brasileiros, o que resultou no Fila Brasileiro. Originalmente ele era empregado como cão de pista para encontrar os escravos em fuga, em seguida tornou-se condutor de rebanhos e cão de guarda. O reconhecimento da raça ocorreu em 1950.

 

Guia País de Origem: Brasil.

Cabeça: Grande, quadrada, maciça. Crânio largo. Stop pouco marcado. Focinho forte, largo e alto. Trufa larga.

Olhos: De tamanho médio, amendoados. Desde o castanho escuro até o amarelo. Pálpebras muitas vezes caídas.

Orelhas: Grandes, espessas, em forma de V, pendentes.

Corpo: Forte, mais longo que alto. Pescoço muito forte com barbelas. Cernelha ligeiramente mais baixa que a garupa. Peito largo e bem descido. Pele espessa e solta. Garupa larga, longa e oblíqua.

Membros: Ossatura forte. Patas fortes. Dígitos bem arqueados. Unhas pretas.

Cauda: Grossa na raiz, adelgaçando-se em direção á ponta e terminando no jarrete.

Pêlo: Curto, denso, macio e bem assentado.

Pelagem: Todas as cores uniformes são permitidas (exeto o branco, o cinzento rato, o preto e fogo, o azul), rajada com  riscas mais ou menos escuras. Apresenta ou não uma máscara preta. Marcas brancas podem ser admitidas nas patas, no peito e na ponta da cauda desde que não excedam o quarto do conjunto.

Tamanho: Macho: De 65 a 75 cm. Fêmea: De 60  a 70 cm.

Peso: Macho: no mínimo 50 kg. Fêmea: no mínimo 40 kg.

Temperamento, aptidões, educação: Corajoso, fogoso, determinado e valente, este cão pode ser calmo, autoconfiante e obediente com seus donos e muito tolerante com as crianças. É desconfiado com os estranhos. Requer uma educação firme.

Conselhos: Este cão não se adapta á vida na cidade. Precisa de grandes espaços e de exercício.

Utilização: Rebanhos, guarda, caça (caça grossa), companhia.

Preço médio: R$ 300,00 á R$ 1.000,00.

Fonte: Livro: Enciclopédia do Cão (Royal Canin). Pagina 92.

4 de agosto de 2011

Guia De Raças: Fox Paulistinha (Terrier brasileiro)

Os ancestrais do Terrier brasileiro são cães do tipo Terrier, oriundos da Europa de onde foram importados no século XX. No Brasil, foram cruzados com Pinschers e cães autóctones (Chihuahua). Assim nasceu uma nova raça, lembrando um Fox-Terrier de formas arredondadas e de pêlo raso.

 

Guia

País de Origem: Brasil.

Cabeça:Vista de cima, tem uma forma triangular. Crânio arredondado. Stop pronunciado. Focinho forte. Lábios secos, ajustados.

Olhos: Bem separados, grandes, arredondados, da cor mais escura possível. Cinza azul na variedade azul, marrom, verde ou azul na variedade marrom. Sobrancelhas bem desenvolvidas.

Orelhas: Bem separadas, triangulares, semi-eretas com as pontas caindo em direção ao ângulo externo do olho.

Corpo: Bem equilibrado. Pescoço moderadamente longo, seco. Cernelha bem saliente. Linha superior ligeiramente descemdente em direção à garupa. Antepeito moderadamente largo. Costelas bem arqueadas. Dorso, lombo curtos e firmes. Garupa ligeiramente inclinada.

Membros: Fortemente musculosos. Patas de lebre.

Cauda:De inserção baixa naturalmente curta, portada alta. Cortada ebtre a 2ª e a 3ª vértebra.

Pêlo: Curto, liso, fino, bem assentado.

Pelagem: Fundo branco com marcações em preto, marrom, ou azul. Marcas típicas sempre presentes: fogo acima dos olhos, nas faces laterais do focinho, na face interna e no bordo das orelhas. A cabeça deverá ser sempre marcada em preto, em marrom ou em azul na região frontal e nas orelhas. Poderá existir uma lista branca e manchas branca distribuídas na região do sulco frontal e nas faces laterais do focinho.

Tamanho: Macho: De 35 a 40 cm. Fêmea: De 35 a 38 cm.

Peso: Máximo: 10 kg.

Temperamento, aptidões, educação: Mexediço, vivo, ativo, tem o temperamento ardente de qualquer Terrier. Muito amigável com os seus íntimos, pode até mostrar-se exclusivo. Requer uma educação firme.

Conselhos: Pode viver em apartamento desde que as saídas sejam regulares. Basta uma escovação semanal. Não precisa de toalete (pet shop).

Utilização: Destinado a pequena caça, guarda e de companhia.

Preço médio: 300,00 R$ a 1.000,00 R$

Fonte: Livro: Enciclopédia do Cão (Royal Canin). Pagina 125

20 de julho de 2011

Guia de raças: Pequinês

Esse cão de origem chinesa, é uma das mais antigas raças do mundo, representada em figuras de bronze datando de mais de 4.000 mil anos. Durante séculos, ele foi criado, preservado e honrado no palácio imperial. Reputado como protetor do imperador no além, era sacrificado por ocasião da morte deste últim0. Após a tomada de Pequim e o saque do Pálacio de verão em 1860 pelos ingleses, soldados britânicos recuperaram Pequineses e os importaram à Inglaterra. Foram oferecidos à rainha Vitória, à duquesa de Wellington e à duquesa de Richmond, que criou a primeia linhagem do “cão-sol” da China imperial. Em 1924 foi fundado na França um Club. Esse cão ficou em moda entre as duas Guerras Mundiais. Sua população, apesar de pequena, permanece estável.

18 de julho de 2011

Guia de Raças: Dachshund (Teckel)

 

Este cão de caça ocupa sozinho o grupo 4 na nomenclatura F.C.I. Existem três variedades: Padrão, Anão e Teckel de caça ao coelho. Cada variedade inclui três tipos de pêlo: pêlo curto (Kurzhaar), pêlo longo (Langhaar), pêlo duro (Rauhhaar).

A origem do Teckel é misteriosa. A variedade de pêlo curto, a mais antiga, resulta do cruzamento de uma variedade baixa do Bruno du Jura com um Pinscher. Este Teckel de pêlo curto deu origem ás outras duas variedades. O de pêlo longo foi estabelecido no século XVII. O Teckel de pêlo duro, criado no fim do século XIX, terá a sua origem no cruzamento do Teckel de pêlo curto, o Schnauzer, o Dandie Dinmont Terrier e talvez o Terrier Escocês. O primeiro padrão foi redigido em 1879. O Deutscher Teckel Club foi criado em 1888. O padrão foi estabelecido em 1925. A variedade padrão, especialmente a de pêlo duro, é utilizada na procura pista de sangue de peças grandes, na caça á lebre e ao Coelho, e também na caça de toca (raposa, tego). A variedade Kaninchen, foi criada especialmente para a caça ao coelho. No início do século XX, a variedade de pêlo curto era a preferida pelos amadores, antes de dar lugar á variedade de pêlo duro que atualmente é a mais procurada.

Guia País de Origem: Alemanha.

Cabeça: Fina, alongada, continuando a afilar até á trufa. Crânio pouco volumoso. Stop pouco marcado. Cana nasal ligeiramente encurtada. Nariz estreito. Trufa finamente delineada, preta ou castanha conforme a cor da pelagem. Mandíbulas muito desenvolvidas. Lábios apertados.

Olhos: De tamanho médio, ovais, do castanho avermelhado ao castanho preto. Os olhos gázeos são tolerados nos Teckels cinza e arlquim.

Orelhas: Inserção alta, planas e arredondadas na extremidade, os bordos anteriores se apóiam na bochecha.

Corpo: Longo. Pescoço musculoso, seco, sem barbelas. Esterno forte e bastante saliente. Tórax alto e largo. Caixa torácica vista de frente, é oval. Costelas com tendência para serem lisas. Dorso curto e rígido. Lombo curto, largo e firme, ligeiramente arqueado. Garupa longa, arredondada, compacta muito pouco inclinada para a raiz da cauda. Ventre bem retraído.

Membros: Curtos e musculosos. Patas largas e redondas, ligeiramente viradas para o exterior nas patas dianteiras. Dedos apertados, bem arqueados.

Cauda: Ligeiramente arqueada, não é portada alegremente.

Pêlo: - Pêlo curto: denso, acamado.

- Pêlo duro: espesso, com subpêlo. Bigode, sobrancelhas tufados e pêlo quase raso nas orelhas.

- Pêlo longo: macio, acamado, ligeiramente ondulado (lembra o do Setter irlandês), mais longo sob a garganta, sob o tronco, nas orelhas, na parte superior dos membros na extremidade da cauda (franjas).

Pelagem: - Pêlo curto: Unicolor: fulvo, amarelo-fulvo, amarelo; todas as cores puras ou mosqueadas com pêlos pretos. Bicolor: preto castanho, cinza, branco nas extremidades, cor de fogo com marcas sobre os olhos, dos lados do focinho, no peito, na parte superior dos membros, nas patas.

- Arlequim: base da pelagem castanho claro, cinza claro, branco com manchas irregulars castanho escuro, amarelo, amarelo-fulvo ou preto.

- Pêlo duro: todas estas cores admitidas.

- Pêlo longo: a mesma pelagem que o Teckel de pêlo curto.

Tamanho: Conforme as variedades: de 26 a 37 cm.

Peso: Teckel padrão: inferior a 9 kg. Ideal: 6,5 a 7 kg.

Teckel anão: inferior a 4 kg aos 18 meses. Caixa torácica inferior a 35 cm.

Teckel Kaninchen: inferior a 3,5 kg. Caixa torácica inferior a 30 cm.

Temperamento, aptidões, educação: Robusto, corajoso e resistente, o Teckel nem sempre apresenta bom temperament. Independente, morde facilmente, lutadore dominante em relação aos outros cães, ladrador e portanto um cão de guarda e de aviso. Afetuoso, alegre, mas possessivo e muitas vezes ciumento. O Teckel de pêlo curto é o mais vivo, o de pêlo duro o mais rústico e o mais caçador. O de pêlo longo é o mais calmo. Na verdade, qualquer Teckel deve receber, desde pequeno, uma educação firme mas com doçura.

Conselhos: Adapta-se bem á cidade, especialmente o Teckel de pêlo longo, mas o exercício é indispensável para seu equilíbrio. Escovação e penteados em especial para as variedades de pêlo duro e pêlo longo.

Utilização: Caça, guarda e companhia.

Preço médio: R$ 350,00 á R$ 800,00

Fonte: Livro: Enciclopédia do Cão (Royal Canin). Pagina 148 e 149.

14 de julho de 2011

Guia de Raças: Basset Hound

É o resultado de cruzamentos de Bassets franceses (Basset Artesiano Normando, Basset de Artois e Basset da Ardenas) efetuados por criadores ingleses. Foi apresentado pela primeira vez em Paris em 1863 e na Inglaterra em 1875, onde foi feito seu desenvolvimento. Um Basset Hound club foi criado em 1883. O primeiro padrão foi publicado em 1887. Desde 1883, os Bassets Hounds chegaram aos Estados Unidos onde tiveram muito sucesso. Na França, o club du Basset Hound foi criado em 1967 para ali favorecer sua implantação. No entanto, é menos representado do que o Basset Artesiano Normando.

 

GuiaPaís de Origem: Grã-Bretanha.

Cabeça: Forte, maciça. Crânio em cúpula. Protuberância occipital proeminente. Stop moderadamente marcado. Cana nasal mais longo que o crânio. Focinho seco. Mandíbulas fortes. Pele suficientemente solta para formar rugas. As bochechas recobrem amplamente os lábios inferiores.

Olhos: Em forma de losango, de cor escura, podendo ser castanho médio nos cães de pelagem clara. A conjuntiva da pálpebra inferior é aparente.

Orelhas: De inserção baixa, muito longas, ultrapassando visivelmente a extremidade do focinho. Muito flexíveis, de textura fina, estreitas e bem enroladas.

Corpo: Longo e profundo. Pescoço musculoso com barbela. Esterno proeminente. Peito largo. Costelas bem arredondadas. Dorso bastante largo. Posteriores muito musculosos e bem expostos.

Membros: Curtos, possantes, forte ossatura. Pregas de pele entre os jarretes e as patas. Patas maciças, sólidas.

Cauda:  Bastante longa, forte na raíz, e afinada. Em ação é portada para cima formando uma curva suave como um sabre.

Pêlo: Curto, liso, cerrado sem ser demasiado.

Pelagem: Geralmente tricolor (preto, fogo, branco), mas é admitida qualquer cor de cão sabujo.

Tamanho: De 33 a 38 cm.

Peso: De 25 a 30 kg.

Temperamento, aptidões, educação: Tenaz, caça pelo faro, possui instinto de matilha, dotado de uma voz profunda e melodiosa, não teme as mordidas. Muito resistente, plácido, nunca é agressivo, seu temperamento energético e teimoso é legendário. Talentoso em matilha, na pista de caça miúda ou grossa (Coelho, lebre, javali, cabrito montês). Afetuoso, dócil, é procurado como amigo para a família. Necessita de educação firme.

Conselhos: Esportivo, necessita de espaço e muito exercício. Não suporta a solidão. Teme o calor. Escovação regular. Vigiar as orelhas e os olhos.

Utilização:  Caça, companhia.

Preço médio: R$ 700,00 á R$ 1.000,00

Fonte: Livro: Enciclopédia do Cão (Royal Canin). Pagina 198.