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28 de março de 2011

Inovações tecnológicas também chegam no mundo canino

Cachorro usando coleira com GPS
A tecnologia, como bem se sabe, já atravessou todas as fronteiras possíveis, inclusive, a de que serve apenas aos seres humanos. O crescente mercado de gadgets para animais de estimação confirmam esse hipótese. E, de acordo com informações da BBC Mundo, só no ano de 2010, os norte-americanos gastaram mais de US$ 47.400 milhões com seus animais domésticos segundo informações da Associação Americana de Produtos para Mascotes. E, deste montante, alguns bons dólares foram investidos em gadgets para cães e gatos, é claro.

Entre os vários gadgets existentes, está o Puppy Tweets, um produto para cachorros e gatos que agrega uma etiqueta eletrônica à coleira do mascote e identifica quando, por exemplo, o cão late, se move ou brinca. Cada ação é enviada a um receptor USB conectado a um computador que, por sua vez, converte a informação em um tweet - sim, seu cachorro vai precisar ter uma conta no Twitter. O computador é responsável por traduzir os movimentos do seu animal em uma das 500 opções de tweets programados do Puppy Tweet, coisas do tipo "estou sonhando contigo".
Outra opção para quem quiser inserir seu animal de estimação no mundo tecnológico é uma coleira localizadora, um dispositivo com GPS integrado chamado Retrieva, ideal para quem vive com medo de perder seu melhor amigo canino. A coleira, impermeável, oferece a localização do mascote a todo o momento, localização esta que pode ser acompanhada através do celular ou de um computador. A bateria dura cerca de sete dias e se alguém tentar tirar a coleira do cão, um sinal de alarme é enviado ao dono do animal. Uma coleira com luz noturna também está disponível no mercado de pets, graças à empresa Nite Ize e seu produto que ilumina um raio de até 300 metros. Desta forma, certamente, seu cão não irá se perder.
Já o My Pet Speaker se anuncia como o primeiro sistema auditivo de som desenhando especialmente para as sensibilidades auditivas de cães, gatos e cavalos. O produto transforma músicas em sons aceitáveis aos animais, que os ajudem a "relaxar". A lógica do sistema, de acordo com a BBC Mundo, é que como os animais de estimação escutam frequências de som muito mais altas que os humanos, o My Pet Speaker elimina essas frequências mais altas,tornando os sons mais agradáveis.


FlashFlight

Aos donos de gatos, a tecnologia também oferece soluções, especificamente para o problema de odor da famosa caixa de areia. Trata-se de uma espécie de "privada" que utiliza grãos de areia biodegradáveis e que se lava apenas com o apertar de um botão ou a partir de uma programação feita pelo dono.

Outro gadget interessante é o "Pet's Eye View Camera", uma câmera instalada na coleira do animal de estimação para que seus donos vejam como eles "enxergam" o mundo. O dispositivo de capacidade de armazenamento de 40 imagens e pode tirar fotos a cada minuto, a cada cinco minutos, ou a cada 10 minutos, dependendo da programação, cada uma com 640 e 480 pixels. Além de registrar o mundo que seu mascote vê, o "Pet's Eye View Camera" oferece ao dono uma amostra fotográfica do que seu animalzinho faz na sua ausência.
Um último gadget pode interessar para aqueles donos de cachorros que cansam de brincar com seus animais e que, no inverno ou de noite, pouco saem com o animal. O disco "Flashflight" se ilumina de várias cores para que os cães joguem mesmo no escuro. O fabricante assegura que o disco é resistente à mordidas dos animais e que não há risco de que eles comam as baterias.



27 de março de 2011

Cachorros tomam lugares destinados as crianças nos prédios

Na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), um prédio em construção na rua Fradique Coutinho tem piscina, academia, salão de festas, sauna, sala de jogos e uma área para cães. E nada de playground infantil.

Não tem nada para as crianças, nem parquinho? "Infelizmente, não", diz o corretor Alex Xavier da Silva.

A explicação: no centro da vida boêmia do bairro, o perfil dos moradores do apartamento de 100 m2 --vendido a R$ 1 milhão-- é de solteiros ou de recém-casados sem filhos, mas com cachorros.

Dos últimos 20 prédios construídos pela Gafisa em São Paulo, 11 têm cachorródromos. As benfeitorias vão de pet shops equipados para banho e tosa a áreas para adestramento com equipamentos para exercícios, como pneus para saltos, obstáculos para corridas e túneis.

"Essas áreas surgiram de pedidos dos compradores e da necessidade de criar ambientes. A parte de animais deu muito certo. É muito utilizada pelos donos", diz Melina Fanny Iossephides, gerente de produtos da Gafisa.

Em alguns bairros, a motivação foi a segurança. Cercado de favelas, um prédio no Morumbi (zona oeste) com 260 apartamentos e 120 cachorros construiu um playground canino porque os donos sentiam-se temerosos de andar com animais à noite pela redondeza.

Num prédio do Real Parque (zona oeste), onde mora o bernese Bono, de 50 kg e 1.80 m quando está de pé, os moradores (60 apartamentos e 25 cães) se reuniram para criar um cachorródromo de 50 metros de dimensão.

Vão pagar R$ 50 mil pela obra e contrataram um recreador --R$ 40 por dia, por cachorro-- para trabalhar das 8h às 16h na distração e adestramento dos animais.

"É como se fosse uma creche para os cachorros. Nosso prédio já tem mais cães que crianças", afirma o publicitário Rogério Bonfim.

A preocupação com o bem-estar dos bichos, explicam especialistas em comportamento animal, decorre da maior presença dos cachorros na vida das pessoas.

Antes usados como cães de guarda em casas, os cachorros vivem agora em apartamentos e são tratados como membros da família. E isso fez com que as construtoras criassem novos espaços para essa nova realidade.

"O playground canino nos prédios melhora a qualidade de vida dos cachorros, mas é importante que os machos sejam castrados e que as fêmeas não estejam no cio para não dar confusão", diz Raquel Hama, especialista em comportamento animal da creche canina Dogplace.

Fonte: Folha.com

24 de março de 2011

Leia o Depoimento da Dona Nair, Protetora do Pimpoo

O drama de Nair Flores, 64, e seu cão Pinpoo, que ficou por 14 dias desaparecido após sumir no aeroporto Salgado Filho, na capital gaúcha, ganhou repercussão e comoveu vários brasileiros. O animalzinho foi recuperado na semana passada, no dia 16 de março. Leia abaixo depoimento da aposentada concedido à Folha.

"Estou exausta. Nunca passei por isso, com todo mundo me procurando. O Pinpoo foi encontrado [dia 16], finalmente. Ficamos acordados até as 3h da manhã naquela noite. Dei banho nele e agora ele está descansando aqui, de gravatinha vermelha.

Quem conseguiu pegar o Pinpoo foi um sargento que trabalha dentro do aeroporto [Salgado Filho, em Porto Alegre]. Ele notou que um cachorro andava por ali à noite, sempre procurando comida. Então começou a deixar ração para ele. Se bem que o Pinpoo é um cachorro muito mimado, não é muito de comer ração, não.

Aí ele botou uma vasilha com frango assado na sala dele. O Pinpoo entrou, lógico: imagina, tanto tempo sem comer frango assado!

O sargento fechou a porta da sala e conseguiu pegá-lo. Ele também tem cachorro e tinha certeza de que aquele cão que andava por ali era o Pinpoo, mas não podia fazer alarde. Se não, chegariam com carros, luzes, e iam deixar o coitadinho em pânico. Foi a melhor estratégia. Ele conseguiu pegar o Pinpoo.

Reencontro
A mulher dele me ligou e disse: "Pode parar de procurar o Pinpoo". Eu fiquei nervosa e disse: "Imagine se eu vou deixar de procurá-lo, ele deve estar sofrendo".
Aí ela me disse que o Pinpoo estava com o marido dela, que ele tinha conseguido pegá-lo. Quando o trouxeram aqui, ele entrou pela porta e seus olhos brilharam. Foi melhor que DNA, foi o que bastou para saber que era o meu Pinpoo.

Eu achei que ele estaria em pior estado, mas está só com uns machucadinhos. Eu cheguei a pensar que ele estava morto. Um cachorro que vive em casa... Achei que não conseguiria sobreviver sozinho naquele matagal.
Acho que ele sobreviveu por amor a mim, ele esperava me encontrar, assim como eu esperava encontrá-lo.


Mais Perdidos
Eu fiquei confusa com os outros cães que vieram me mostrar antes. Por um tempo, achei que eles poderiam ser o Pinpoo, a gente fica confusa, é muita emoção.

Esses cães da mesma mistura de pinscher com poodle são muito parecidos. O primeiro cãozinho, achado em Navegantes, logo vi que não era. O segundo, que acharam em Alvorada (cidade da Grande Porto Alegre) estava em um estado péssimo. Conseguimos deixá-lo em uma clínica veterinária.

No dia seguinte, vi que a pelagem dele era clarinha, o Pinpoo também tem o pelo amarelado, mas é mais escuro. Esse cachorro foi adotado por uma família que não é aqui do Rio Grande do Sul.

Fiquei preocupada com aquele cão, porque ele não era o Pinpoo, mas eu queria ficar com ele para arrumar uma doação. Iam fazer exame de DNA. No fim, a Gol me fez assinar um papel dizendo que aquele não era o Pinpoo, mas aí eu não poderia mais ter contato com aquele cachorro.

Quando encontraram o Pinpoo, ele entrou em casa e foi direto roer o lençol que eu dei para ele. Foi como se ele tivesse chegado dizendo: "Eu sou o Pinpoo".

Viagem
Eu nunca achei que essa história fosse ter tanta repercussão. Comecei timidamente, contando a história em sites de animais, procurando meu Pinpoo. Vou processar a empresa, pois roubaram dias da minha vida.
Cheguei a Guarapari (ES) e nem vi a praia, já sabia desde a parada em Confins que o Pimpoo estava perdido, eu precisei adiantar a volta.

Ninguém deixa um filho longe da família. Não voltei para casa, fiquei com parentes que moram próximo do aeroporto. No segundo dia de buscas, machuquei o pé enquanto procurava.

Tenho ofertas de empresas para comprar duas passagens e levar o Pinpoo na caixinha do meu lado. No dia 17, ele completou 11 meses e fizemos uma festa de aniversário com o programa "Pânico". Foi aniversário mesmo. Ele até comeu bolo."



Ministério da Saúde divulga calendário de vacinação para cães e gatos contra raiva

O Ministério da Saúde definiu o período de vacinação contra a raiva em cães e gatos em todo o país. A campanha está prevista para ocorrer em duas etapas: oito estados realizam a vacinação em julho e 17, em setembro. Essa definição considerou a avaliação da situação da doença em cada região, a cobertura vacinal em 2010 e o cronograma de fornecimento da vacina. A partir de maio, as vacinas começam a ser distribuídas às Secretarias Estaduais de Saúde, que enviam para os municípios.

Ao todo, serão adquiridas 32 milhões de doses para vacinar uma população estimada em 29 milhões de animais (veja quadro abaixo). O Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR), fornecedor da vacina há 30 anos, será o laboratório responsável pela produção e oferta das doses.

Também foram adquiridas 3 milhões de doses, que estão sendo entregues desde fevereiro, para uso exclusivo em bloqueio de focos da doença. Até que o fornecimento seja completamente reestabelecido, essas vacinas somente serão usadas em áreas de risco, de acordo com avaliação do Ministério da Saúde.

Todas as vacinas que serão utilizadas na campanha passam por testes e só depois de aprovadas e liberadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) serão distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados.

Durante a vacinação deste ano, será mantido o sistema de monitoramento de eventos adversos adotado em 2010, com notificação em formulário eletrônico para o Ministério da Saúde de reações à vacina identificadas nos animais.


Fonte: MidiaMax.com

Sharpei pode ajudar em doença humana


NOVA YORK- Os shar-peis formam uma antiga raça chinesa de cachorros caracterizada por dois traços singulares: pele grossa e enrugada e crises frequentes de febre. Agora, pesquisadores afirmam que a mesma mutação genética é responsável tanto pelas rugas quanto pela febre.

 

"Todos os cachorros shar-pei possuem uma mutação que causa as rugas, mas um maior número de cópias determina maior risco de desenvolver a febre", disse Mia Olsson, doutoranda da Universidade de Uppsala, na Suécia, que trabalhou no estudo. A pesquisa aparece na revista "PLoS Genetics".

 

Já se sabia que as rugas eram resultado da produção excessiva de uma substância chamada ácido hialurônico, distribuída pela pele do cachorro.Esse excesso é provavelmente causado pela superativação de um gene chamado sintase hialurônica 2.Cachorros que trazem diversas mutações do gene parecem predispostos a desenvolver febres periódicas, relataram Olsson e seus colegas. Embora dure pouco tempo, a febre pode ser intensa e frequente, além de causar inflamações.Com mais informações, criadores poderiam evitar criar shar-peis que tivessem duplicações da mutação, afirmou Olsson.

 A pesquisa foi conduzida com a ajuda de criadores nos Estados Unidos, Suécia e Espanha. "Nossa maior prioridade agora é criar algum tipo de teste ou ferramenta para reduzir o número de cachorros que sofrem da febre", disse ela.A febre é bastante similar a algumas febres periódicas herdadas por humanos e estudar as mutações nos cachorros poderia ajudar os geneticistas humanos a desenvolver tratamentos.A febre periódica mais comum entre humanos é conhecida como febre mediterrânea. A doença, que não tem cura, tende a afetar pessoas de ancestralidade mediterrânea e do Oriente Médio.

23 de março de 2011

Bombeiro salva cachorro com respiração boca-a-boca

Um bombeiro britânico usou o beijo de vida para "reviver" um cão que estava a beira da morte em Yorshire, Oeste da Grã-bretanha. O vira-lata, de nome Sunny, foi resgato de um incêndio e não apresentava sinais vitais, a única ideia do bombeiro Dunn foi realizar um procedimento comum em humanos, a respiração boca-a-boca. "Nunca tinha ouvido falar do processo boca-a-boca usado em um animal, mas achei que valia a pena tentar, pois funciona bem em seres humanos", relatou Dunn ao jornal inglês Metro.UK


Inicialmente o bombeiro realizou o boca-a-boca e depois utilizou uma máscara de oxigênio que é destinada para humanos. O cachorro só se recuperou após 30 minutos de procedimento, massagem cardíaca e respiração boca-a-boca. O bombeiro encaminhou o cão para o veterinário. Os donos de Sunny estão morando temporariamente na casa de parentes até que os danos em sua casa sejam reparados. O casal relatou que o bombeiro é um herói.

22 de março de 2011

Cachorro sobrevive e pede ajuda para outro cão em meio a destruição de Sendai



Um cachorro que sobreviveu ao terremoto e a tsunami que devastaram Sendai ficou conhecido pelo mundo na última semana. O animalzinho tinha condições de fugir do local, mas se recusou a abandonar outro cão que estava ferido.

Os dois foram encontrados por jornalistas que gravavam imagens da destruição em Sendai. O cãozinho branco e castanho da raça Cocker Spaniel foi ao encontro dos jornalistas e conseguiu chamar a atenção deles conduzindo o grupo até o outro animal ferido.
Os dois foram recolhidos por autoridades locais. O cachorro herói foi levado a um abrigo por membros de uma ONG de resgate. O companheiro ferido está sendo tratado por um veterinário e vai ficar bem.
A história do amigo fiel volta a chamar a atenção para o drama dos animais domésticos que ficaram perdidos em meio a tragédia.

Fonte: O Diário
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